Semana passada o Rap (Raphael), fez o post ao estilo rapensando de ser que eu mais gosto de ler.
Uma breve história sobre a minha amizade, meio distante com o Rap:
A algum tempo me envolvi com um movimento “milagroso” que chegava ao Brasil, e prometia fazer a igreja ter almas saindo pelo ladrão.
Me empolguei muito com a idéia, e assim como todos os meus companheiros, passei a ser um defensor e implantador da filosofia “almas como filhotes de coelho”. E claro encontrei o Rap nesse caminho, que até me fez largar o forum do dotgospel, por um bom tempo, não por um desentendimento entre nós, mas pelo fato de eu ficar sem respostas aos argumentos dele.
Não quero discutir aqui os méritos da idéia, que algumas pessoas já identificaram qual é, até porque eu não a acho de total algo ruin, em especial pelo fato de aproximar as pessoas.
Estou aqui para discutir, e confessar algumas atitudes minhas, que hoje abomino e alertar as pessoas que também fazem esse tipo de coisa, que repensem uma forma nova de viver o seu cristianismo:
- Nessa época eu era um chato, um “cristão” insuportável, que de forma nenhuma poderia conviver fora do nicho, da bolha chamada igreja, mas que hoje defino como templo.
- Todos os outros cristãos estavam errados, e precisariam aderir à visão, para que Deus os tirasse da mediocridade e do pecado. Um reflexo dessa “cultura”, está expresso em um dos comentários do post do Raphael, onde um leitor o condena ao inferno, chamando-o de filho do capeta!
- Teriamos que converter todos. A motivação: as pessoas eram más, distantes de Deus, e precisavam estar na igreja para que Deus tivesse misericórdia delas.
- Tudo que não tivesse a palavra gospel, ou a foto de uma folhinha de trigo, ou um vestígio de óleo com cheiro, era impuro.
- Deus era um ser místico, portanto, se coisas sobrenaturais não acontecem, ele não estaria no meio de nós. Aliás tinham coisas, tão sobrenaturais!
- Nunca questionava, afinal estava entre seres perfeitos, que não tinham falhas, ou seja, criações superiores de Deus para guiar seu povo aqui na terra, né?
- Abusava de clichês evangélisticos, pelo isolamento que possuia no “Santo Lugar”: termos como Shu (?) de Deus, Sopro, Arca, Santuário e coisas que remetiam à cultura judaica eram super-valorizadas nos diálogos. Pessoas que não eram cristãs, nem entendiam o que falávamos.
Gostaria de expressar minhas concepções atuais sobre vida cristã, mas isso vai ficar para um próximo post, que eu tenho que terminar a luta sangrenta de Davi e Golias.
Para considerações amorosas, deixe um comentário. Para me chamar de filho do tinhoso, ou comentários mais alterados, use o formulário de contato.
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Now playing: Jamie Cullum - But for now
via FoxyTunes
5 Responses to “Era um cristão chato”
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September 30th, 2007 at 6:42 am
kkkk, Adoro vc meRmÃooooo!! (mais carioqueixxx, impossivel… e dos crentes brabos!) hehehe
Thiago… vc não imagina a satisfação de ler esse seu post. Pessoas tem dificuldades de dizer que estava errado… bem, pelo menos no seu ponto de vista!
No inicio eu sentia que alguns de vcs questionavam o pq meu Rumorejo não falava nenhum tema cristão e muito menos o dialeto cristão! Mas acho agora eu sinto que meu Rumorejo não é descartado da lista dos blogueiros cristãos e fico feliz por entenderem a minha filosofia! hehehe
Ninguem te segura Thi!!
Sou sua fã de carteirinha!!
September 30th, 2007 at 6:24 pm
Também era um crente chato no inicio da minha fé, mas graças a Deus creio que tenho me des-chatizado com o tempo.
O mee eu-hoje é julgado pelo meu eu-passado assim como meu eu-passado julgava meu eu-hoje.
Em outras palavras, eu me tornei hoje, aquilo que por tanto tempo, no passado, julguei.
Mas graças a Deus a mudança foi para melhor.
Que Deus nos melhore a cada dia.
September 30th, 2007 at 7:41 pm
“Em outras palavras, eu me tornei hoje, aquilo que por tanto tempo, no passado, julguei.”
Rafael, está proibido de ler e copiar meus pensamentos!
September 30th, 2007 at 8:12 pm
Caramba, cara tu não sabe a emoção que tive ao ler teu post, não por ser citado mas por vc deixar de ser um crente chato heheehheeheh
De onda, cara. Fico feliz acima de tudo por reconhecer que o viver do cristão não se limita a bolha chamada templo mas vai muito além… Tu citando o fato do cara me chamar de filho do diabo me lembrou de algumas outra situações no dotgospel… rs.
Espero e tenha certeza de que tudo que acontece na vida de todos nós é por pura misericórdia de Deus em nos cuidar, que possamos estar com essa idéia fixa em mente… sendo desde já deixo o agradecimento por tua amizade, valeu e falows cara…
October 1st, 2007 at 2:00 pm
é realmente muito complicado quando uma
denominação se considera a pura, a santa, a
que vai agregar e salvar a nação. tenho
lutado contra isso a tanto tempo, na minha
antiga igreja e na atual. hoje estou numa
igreja que adotou o G12, e conheço bem
algumas de suas falhas. mas oro a Deus que
Ele mesmo faça as mudanças necessárias pra
que a sua ‘igreja’ não morra e se canse de
tantas metas e chavões. porque o evangelho
é simples e Deus é amor e graça. isso não
passa, independente da moda do momento.
ótimo post!